domingo, 18 de junho de 2017

VOZ I - (10/04 - 12/06)





Bom dia, boa noite ou boa tarde!
Isso só depende do horário em que você está lendo este blog, caro leitor.
Hoje dou continuidade ao meu blog sobre as aulas de VOZ I do Primeiro Período, porém 
focado no que foi trabalhado na segunda metade do nosso semestre. No dia 08/06/17 apresentamos o espetáculo performativo Love Fair, ao qual trabalhamos com o tema Amor-Desejo-Paixão, visando o efeito dramático que este tema causava na nossa turma. Para a preparação de voz todos nós utilizamos de poemas próprios mesclados com os ViewPoints escolhidos para dar vida a voz. Segundo Anne Bogart os Viewpoints agregam principios que se relacionam e podem auxiliar atores e dançarinos a adquirir mais vivacidade, criação em grupo e presença cênica. Abaixo vocês podem conferir o meu poema com os ViewPoins inclusos:

(Leve) Seu sorriso me (Socando) destrói totalmente por dentro. (Pegando) É egoísta da minha parte (Pesado) querer ser desejado por você? (Deslizando) Quando você não fala comigo, (Rasgando) rasga o meu coração em mil pedaços. (Baixo) Até mesmo a falta do seu abraço (Devagar) me deixa aflito. (Rápido) E você continua indeciso, sem sequer dizer um (Alto) não. (Leve) Isso me deixa confuso, (Quadrado) seria eu outro objeto? (Furando) E quando cansar de brincar, hein? (Pulando) Vai me largar igual os outros? (Círculo) No fim tudo é você! (Rápido) Nesse seu pedestal imundo imaginário, (Socando) que eu mesmo te coloquei. (Devagar) E você se afasta, e você me evita, e você me esquece. (Devagar e Pesado) Me esquece, morto.

No início da criação dos poemas, eu havia feito 4 textos, mas no fim esse foi o escolhido. Eu decidi confrontar o que gerava tensão em mim naquele momento.  Esse texto foi extremamente desafiador para que eu dissesse ele em meio a tantas pessoas presentes, mas esse conflito interno é o que nos faz evoluir como atores e descobrirmos formas de atravessar esse obstáculos emocionais que nos travam.
No espetáculo Love Fair, éramos trinta, trinta pessoas expondo seus sentimentos, medos e desejos sobre o amor, para uma platéia. Foi uma performance emocionante, onde as lágrimas eram apenas a narratividade dos nossos corações. Isso gerou uma poética maravilhosa, onde cada partitura vocal tinha sentido de complementariedade com as partituras de corpo, mesmo que nenhuma delas tivesse ligação. Eu espero que o Love Fair seja apresentado novamente, não só aqui no estado, como no Brasil ou até mesmo fora dele, afinal porque não podemos sonhar alto, né? Espero ter passado para vocês o que foi minha experiência no Love Fair e nas aulas de voz deste período.

“Uma voz não pode transportar a língua e os lábios que lhe deram asas. Deve elevar-se sozinha no éter.” (KAHLIL GIBRAN)




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