Olá novamente, meus queridos leitores, hoje iremos falar sobre as aulas de corpo.
Ah, como eu adoro essa aula! É tão bom você poder trabalhar cada centímetro de ti para o desenvolvimento de algo poético.
Ah, como eu adoro essa aula! É tão bom você poder trabalhar cada centímetro de ti para o desenvolvimento de algo poético.
Uma das coisas que mais estudamos nesse meio tempo, foi a “partitura física”, da qual deveríamos treinar até que nossos movimentos fossem naturais, próprios da rotina do nosso corpo. É interessante ressaltar, que a partitura física pode sofrer transformação e consequentemente mudar todo o seu sentido. Um exemplo disso foi um exercício feito em aula, onde minha partitura inicialmente era de um operário de uma fábrica vulgo, CC (minha forma carinhosa de chamar o Charles Chaplin) no filme Tempos Modernos & posteriormente com apenas algumas alterações virei um jardineiro psicótico que odiava a natureza.
Embora tenhamos feito extração de partituras apenas do cinema mudo, a partitura física está presente em quase tudo no mundo artístico, porém nos filmes sem áudio ela era feita com maior dilatação justamente para passar a sensação do momento da melhor forma possível ao espectador. Percebe-se isso ao notar que toda ação é feita de forma mais exagerada, á ponto de ser quase caricato.
Outros exercícios legais que praticamos em aula foram o "exercício de dilatação" que consistia em você realizar ações com os braços para um lado e com o corpo para outro (ex. empurrar, torcer, furar) e tivemos também a “ação sobre o outro”, que consistia em você executar alguma ação física sobre o seu companheiro de exercício. Particularmente, eu fiquei extremamente sem graça de realizar essa tarefa, principalmente por estar com um parceiro ao qual eu nunca tive nenhum tipo de contato. Mas o exercício foi fluindo após ter sido feito a troca de colega, e percebi que isso era uma forma de aumentar sua confiança tanto no próximo quanto a sua própria, em questão do exercimento da ação. Um exemplo na arte da ação sobre o outro é a maravilhosa, Pina Bausch, que executou de forma perfeita essa prática na sua obra Cafe Müller como vocês podem conferir no vídeo abaixo:
"É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante." (Friedrich Nietzche)
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